Mais de 1.500 pessoas foram às ruas de Londrina na noite de sexta-feira para pedir o afastamento da mesa diretora da Assembleia Legislativa, no manifesto do movimento "O Paraná Que Queremos". Liderado pela OAB, o movimento reuniu a Associação Comercial e Industrial (Acil), CUT, Igreja Católica, União dos Estudantes paranaenses, Conselho de Pastores e demais entidades da sociedade civil.
Em Londrina, discursaram, defendendo um basta á corrupção, o arcebispo Dom Orlando Brandes, o representante do Conselho de Pastores, Fernando Luiz Pinto, o coordenador da Regional Central Norte da CUT, João da Silva Neto, o presidente da Acil, Marcelo Cassa, o representante da União Paranaense dos Estudantes, Diogo Endo, e o presidente da Subseção, Elizandro Pellin.
Pellin lembrou que, historicamente, a OAB luta pela legalidade. "Queremos, com esse ato, inaugurar uma nova era, que que a sociedade civil consiga mostrar sua força e sua indignação. Com este ato buscamos o afastamento e punição dos envolvidos nas denúncias. Queremos o afastamento da mesa diretora da Assembleia Legislativa", destacou.
O movimento propõe um conjunto de ações para a moralização da gestão da assembleia. Entre eles estão: o fim dos diários avulsos, integração com o Diário Oficial do Estado; publicação dos atos na internet, não aos agentes políticos, redução drástica no quadro de funcionários da Assembleia e dos cargos em comissão.
Um projeto de lei foi elaborado e entregue aos deputados que participaram da manifestação em Curitiba. O projeto pretende garantir a transparência na Assembleia, tornando obrigatória a publicação de todos os atos dos deputados em 30 dias - a falta de publicação desses atos foi uma das principais denúncias publicadas em uma série de reportagens do grupo RPC, intituladas Diários Secretos e que acabaram por constatar o desvio de cerca de R$ 26
milhões dos cofres do Legislativo. Há suspeitas de que esse valor seja bem superior.
Também foram coletadas assinaturas, durante o manifesto, exigindo o afastamento da mesa diretora.